domingo, 5 de abril de 2009
A menina
A menina doce, amarga, infantil, madura, superficial e intensa...
A menina que faz 19852369 coisas ao mesmo tempo, que tem medo do escuro, que dorme com a irmã e tem medo de quando isso acabar, que tem medo de conversar sobre certas coisas, e que enfrenta o medo de viver...
A menina que não gosta de roupa, que gosta de pessoas, de pele, de conchas, de apelidos, de sorrir e de estar junto...
A menina que tem pânico de lembrar do passado... que sonha, que se diverte, que esquece, que ri alto, que tem um rio seco de lágrimas...
A menina que é meio homem, que bebe demais, que não tem frescura, que sai com os amigos, que apronta muito, que tem muita história pra contar...
A menina do cabelo cacheado, que já foi liso, roxo, vermelho, loiro, castanho em várias tonalidades e agora está vírgem de cabelo...
A menina do sorriso, que fala sorrindo, que ri enquanto fala, que fala enquanto ri, que ri enquanto come e sempre engasga...
a menina valente, sensível, amante, amada, querida e odiada...
A menina que vive tudo de uma vez, como se o mundo fosse acabar um segundo depois...
quarta-feira, 1 de abril de 2009
Menstruação
Comprimia meu útero,
Corria minhas pernas
Andava sóbrea,
Cansada,
Comedida,
Vívida,
Amarga.
Não,
Não era nada.
Era só aquela velha falta de tempo.
Somada àqueles dias chatos
sábado, 21 de março de 2009
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
Anagramogoide
Eu dizia que te amava
Então acordei
Dizendo que te amava
Ah, que loucura,
Que vida amargurada
Guardar pra mim esse sentimento
Essa página virada.
Te amo, te amo
Será que nunca vou conseguir dizer isso?
Coração machucado é mesmo uma droga.
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
Final(IN)feliz?
Presos nas nossas lembranças
Nas nossas palavras caladas
Depois de um tempo sobrou apenas o rancor,
que acabou com nossa história e corroeu nossos órgãos
Imagino se tinha mesmo que ser assim,
tão diferente do que tanto imaginamos
Agora somos apenas dois estranhos
Que se conhecem muitissimo bem
Agora,
Somos apenas dois amantes em pensamento
Vítimas dos nossos próprios atos
sábado, 7 de fevereiro de 2009
Talvez por isso eu viva sozinha pela eternidade...
Ontem, passamos tanto tempo juntos. Como a muito tempo não passávamos...
e eu não me encoragei a falar que te amo.
Isso dói, isso dói demais...
como uma coisa contagiosa que alastra dentro de mim e me destrói aos poucos.
O que eu sinto:
Eu sinto que você não sabe que pra mim sempre foi uma questão muito além de namorar.
Você não sabe ta importancia desse sentimento pra mim.
E me sinto uma pessoa incapaz de falar isso. Só isso.
Mas, pra falar a verdade eu não sei bem o que eu sinto.
Vou vivendo assim, enchendo a cara todos os dias.
Pra ver se te esqueço. Só pra ver se te esqueço.
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
Insuportavelmente legal
Creio que seja o momento mais crítico que já vivi até hoje.
A confusão toma conta da minha cabeça em todos os aspectos.
Sinto minha família ruir aos poucos, bem aos pouquinhos mesmo. Sinto-me um peixinho dourado em um largo oceano, (tentando... desesperadamente), nadar contra a corrente. Sendo arrastado, devorado, sufocado e espremido pela pressão.
Na escola tudo segue seu rumo, mas apesar disso algumas coisas continuam me incomodando muito. Algumas situações que tenho que passar inevitavelmente. Como a convivência os inúmeros afairs que tive, e ainda tenho que conviver com um fantasma de um antigo relacionamento que me incomoda muito por várias coisas que ficaram aglomeradas no meu coração. Tem ainda meu desespero em relação ao meu caminho.
Verdadeiramente, ainda não sei o que devo seguir, e uma eterna angústia em relação ao certo e o errado.
O escuro e o claro são tão confundíveis ao meu entendimento, posso dizer inclusive que tenho certo daltonismo mental.
Meu lado afetivo está feito um guarda-roupa bagunçado precisando de uma organização urgente, urgentíssima. No último ano tive tantos amores relâmpagos que não me arrisco nem a contar nos dedos quantos foram eles. E eu me envolvi tanto e tão intensamente que, posso dizer sem medo de errar que ainda sinto um certo carinho por todos. A minha paixão pela carne me faz sentir vazia de algo que desconheço. Sinto um cansaço emocional, uma falta de chão. Algo terrível. Sofro por não conseguir gostar de uma pessoa só, por não conseguir fazer planos para o futuro. Sofro por não conseguir acreditar que alguém pode me dar alguma coisa a mais que uma boa noite de prazer. Essa frieza que me condiciona causa também uma mágoa.
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
Tudo de novo..
Os papéis não são mais os mesmos...
Longe disso, outrora fosse...
ganhei aquele abraço apertado...
mas o carioca não é o mesmo esperto de antes
aquele que andava com uma camisinha dependurada no pescoço...
aquele que andava de blusa aberta e que falava manso...
ele não é o mesmo por quem eu me apaixonei um dia,
longe disso, é apenas um nerd que gosta de ficar com os amigos...
e, eu nem sei se hoje eu o perceberia entre os demais...
saudades daqueles cabelos longos...
da risada...
das loucuras...
do nosso primeiro beijo que ficou perdido na minha lembrança...
o menino de blusa aberta, que parecia um parceiro muito mais que um amante
se endireitou na vida, se perdeu de mim... se perdeu dele mesmo...
e eu não sei mais quem é...
aquele que não é mais,
não existe mais...
e isso me entristece...
saber que nunca mais terei um amante companheiro, pra me acompanhar numa tarde chuvosa, ou numa noitada de vodica...
ele nunca mais seria,
nunca mais seria meu..
nem meu amigo, o que me contentaria...
nem nada mais...
e o espaço dele, ficou vazio...
pois era apenas dele...
apenas ele pode ocupar...
mas ele se foi e sua espertesa se tornou tão comum quanto as outras.
ele é agora tão comum quanto os outros,
apenas um produto da minha obceção tardia...
queria ter sabido o amar...
mas se eu o tivesse amado, não seria eu quem eu seria,
tavez fosse eu só mais uma, assim como ele..
enfim...
eu o amo como a um amante inalcansável...
e espero de verdade,
que os olhos dele brilhem de novo, como um dia brilharam ao meu lado...
piegues...
talvez ele nunca entenda mesmo o quanto eu o amei...
amor é mesmo uma palavra muito forte.. mais o que posso fazer?
quando eu o vejo meu coração faz: ___________________bum,_____ bum,_____ bum...
como se isso fizesse alguma diferença agora...
não deve fazer mais diferença...
ele quis se acorrentar e eu...
eu quis viver...
deixa eu ir dormir que amanhã começa tudo de novo...
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
Me amar foi minha única escolha
Nunca vou esquecer da maneira grosseira e cruel com a qual ele decidiu fazer tudo.
Para mim, aquilo não fazia nenhum sentido, mas, apesar daquela coisa ilógica, doida que estava acontecendo eu precisava continuar, afinal ele tinha decidido me magoar e não tinha nada que eu pudesse fazer para mudar isso.
Mas, o que é que a gente faz quando a pessoa que você mais confia te abandona, te trai e te troca... Eu me apoiei então nas outras pessoas que confiava, passei muito tempo assim, na pior mesmo, querendo me enfiar em um buraco, sem nenhuma vontade, felicidade ou esperança.
Passei um bom tempo fingindo pra mim mesma que eu acreditava, que ia dar certo, que eu ia esquecer tudo aquilo e começar de novo. Na verdade eu comecei a viver como nunca tinha vivido antes. Vivi muito, intensamente. E hoje posso falar que por mais que tenha sido dolorido, chocante, cruel e devastador, essa decepção me trouxe de volta de um coma profundo. De uma só vez, eu deixei de ser uma pessoa totalmente dependente emocionalmente de outra, e passei a ser altamente, alucinadamente, enlouquecidamente apaixonada, amante, adorada por mim.
Se por um lado eu perdi todo o romance, doçura, encanto e sonhos de uma vida afetiva, por outro lado, eu não posso sofrer mais.
Certamente eu não ficarei mais na situação de sofrer por outra pessoa. Mas ainda sou uma ótima companhia, daquelas que topam qualquer parada junto com a outra pessoa.
Agora eu amo, mas de um jeito diferente. Eu me amo em primeiro, em segundo, em terceiro... E deixo o amor afetivo como última prioridade da minha vida.
Eu odeio isso, essa incapacidade de me doar ao outro.
Eu não posso fazer nada, eu estou seca e não posso mais amar.
domingo, 4 de janeiro de 2009
quarta-feira, 24 de dezembro de 2008
O que eu aprendi em 2008? Parte II
resolvi voltar a escrever sobre esse ano tão maluco e tão cheio de descobertas e mudanças...
Em 2008 eu aprendi que as feridas são feitas para calejar e que muitas vezes temos que aprender a conviver com o sofrimento, pois ele é inerente à vida...
Aprendi que as pessoas não são boas nem más, elas são apenas humanas o suficiente para nos decepcionar. E aprendi que algumas pessoas são egoístas o suficiente pra machucar a sua alma para fazer bem a elas mesmas.
Eu aprendi que conhecimento é meu vício. E aprendi que dificilmente terei sucesso pessoal e profissional. Algum dia, precisarei escolher, e sendo uma ou outra sofrerei por isso.
Aprendi que eu sou responsável pelas minhas escolhas e também sou responsável por tudo que acontece comigo.
Eu aprendi que Tim Burton é o meu diretor preferido e que eu gosto mais de cinema que de qualquer outra coisa na vida. Isso tirando sexo, claro.
...
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
O que aprendi em 2008?
Estranho desejar "feliz ano novo" pra alguém...
Eu prefiro desejar sempre "feliz dia novo"
Feliz dia novo porque um ano é feito de 365 dias de esforços para que o ano em si seja bom. Um ano não se faz sozinho. Nós temos que ter consciência de que estamos fazendo o melhor pra nós mesmos e para os outros.
Bom, chega de baboseiras não é mesmo? Eu senti uma vontade louca de falar aqui sobre coisas importantes que aprendi nos "dias novos" desse ano.
Em primeiro lugar eu aprendi que não importa o quanto você ame alguém, a sua vontade de viver tem que ser maior que esse sentimento.
Eu aprendi que não se deve fazer o que os outros esperam, deve-se fazer o que você acha adequado.
Aprendi que amigos são flores lindas que a gente cultiva durante a vida, e a melhor hora pra você testar o quanto é bom em jardinagem é quando está embaixo, sem nenhuma possibilidade de sair. Daí você tem que se agarrar nas raízes que você cultivou e ver se são fortes ou fracas. Graças a Deus eu sou excelente jardineira.
Aprendi também que não importa o quanto você se importa, algumas pessoas simplesmente não se importam e não tem nada a se fazer para mudar isso. Aprendi que pessoas vêm e vão e que isso independe de você. Aprendi que não há nada que faça melhorar a dor da perda.
Aprendi que família é a maior preciosidade de uma pessoa e que é aconselhável saber disso enquanto ela ainda está completa.
Aprendi que eu posso não ser boa o suficiente para algumas pessoas, mas sou o melhor que eu posso ser. E aprendi que o meu melhor é o suficiente enquanto estiver sendo sincera comigo mesma.
Aprendi que calma e paciência são dons de Deus e que o desespero só piora as coisas. Aprendi que por mais que você esteja irritado nunca deve jogar nada em ninguém.
Melhor continuar depois, já deu por hoje né?
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
Vai começar tudo de novo!!!
"EU TE DESEJO NÃO PARAR TÃO CEDO, POIS TODA IDADE TEM PRAZER E MEDO, E COM OS QUE ERRAM FEIO E BASTANTE, QUE VOCÊ CONSIGA SER TOLERANTE. QUANDO VOCÊ FICAR TRISTE QUE SEJA POR UM DIA E NÃO O ANO INTEIRO".
Desejo a vcs
SAÚDE
SEXO (SEGURO E DE QUALIDADE)
PACIÊNCIA
AMOR
DINHEIRO
PERSEVERANÇA
Feliz 2009 a todos e Boas Festas
Ps: espero achar uma Lan-house para contar sobre minhas festas e férias. Bjus em especial a Lu a Thalita
sábado, 20 de dezembro de 2008
As ruas foram feitas para os carros
Se relacionar com outra pessoa significa, por hora, abrir mão de parte de quem você é em prol de um bem estar do relacionamento. Ontem por exemplo eu estava conversando com uma amiga minha sobre isso e debatemos sem chegar a um consenso. Deixa que eu conte algo que aconteceu comigo.
Eu fiquei com um garoto durante 3 meses e gostávamos muito um do outro, foi legal mas queríamos coisas diferentes do relacionamento. Eu tinha acabado de sair de um namoro traumático em que tinha sido apunhalada pelas costas e a última coisa que eu queria era um homem pra me fazer odiá-lo. O fato é que o relacionamento acabou sem nós percebermos, não foi ruim, não brigamos e continuamos amigos. Um dia inevitavelmente ele acabou namorando outra moça.
Algo extremamente normal, não fosse pela estranha birra que ela tinha de mim. É estranho como alguém pode achar que tem o direito de se sentir incomodado, ou mal, ou até mesmo chateado com uma pessoa que não conhece. E é mais estranho ainda uma pessoa querer tirar a outra, que teóricamente deveria amar, da convivência de alguém que ela gosta por puro egoísmo."Amor egoísta" uma ironia.
Voltando à história, continuamos conversando por um tempo até que o namoro dele se tornou insustentável com a minha presença. Então ele avaliou que a minha amizade não valia a pena e nunca mais falou comigo. Estranho essa coisa de não falar, quando a gente evita o diálogo é porque não quer encarar uma situação de frente, então foge e finge que nada aconteceu.
Apesar de ter ficado chateada eu fiquei bem. Não tenho raiva dele, apenas acho que é estúpido pensar que um namoro exclui a gente do resto do mundo. Mas ele tem o direito de pensar assim. Uma coisa que aprendi quando tive o coração arrancado é que ninguém tem o direito de interferir na escolha de ninguém. Por mais que seja dolorido e que eu nunca entenda o porque tenho um imã com homens covardes que preferem se calar a resolver as coisas, não é uma coisa que eu possa mudar.
Só por curiosidade, se algum dia ele ver a besteira que é opitar morar em uma bolha por causa de alguém, do jeito que eu sou boba devo perdoar e fingir que nada aconteceu.
As vezes penso que relacionamento é como as vias. Não foram feitos para as pessoas, foram feitos para as máquinas. E o engraçado é que embora, tanto o trânsito quanto o amor, façam uma transferência de valores. Ainda assim todos querem abrir mão de uma tranquilidade para conquistar um bem. No caso do trânsito as pessoas reclamam das ruas cada dia mais engarrafadas e de terem que sair de suas casas para a construção da linha verde. Mas, niguém quer deixar de ter um carro. No casamento a essência é a mesma, todos reclamam da falta de individualidade, mas cobram uma doação integral do conjuje.
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
A culpa é do Lula
Então, uma questão
E a globo transformou a viadagem es
Talvez
Ahh então... essa bande
Mas então, se esse outro Dorival não tem
Ahh... Vo
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
O calor da chuva
- Ter filhos ou ter uma carreira? O que devemos fazer afinal?Eu particularmente tenho crises constantes, isso quando não tenho certeza absoluta que o papel feminino é sempre, ou quase sempre, flutuante. Minha angústia se deve ainda à cobrança exagerada. Sim, somos cobradas por mais coisas que de fato podemos fazer.
Aaaaah sim, ainda tem a porra do silicone. Além de termos uma carreira impecável, uma família linda e sermos acima de tudo mães participativas ainda somos obrigadas a cultivar um corpo escultural, digno de fazer inveja a qualquer Narciso que se preze. Mas isso se deve a vários fatores ligados ao "poder sexual" culturalmente dado os homens.
Primeiramente, os homens, pelo menos em sua maioria, não suportam uma mulher inteligente. Ora, mulher inteligente dá trabalho e muito trabalho. Para começo de conversa, mulher inteligente é exigente. Não aceita qualquer tipo de sabonete, tem que ser aquele com hidratante e essência de morango. E o homem, historicamente falando, gosta de mandar em tudo, não aceita que a mulher escolha nem uma mísera marca de sabonete. Uma pergunta. Pra que se matar de estudar se você vai casar com um homem barrigudo, que ronca todas as noites no seu ouvido, e ainda vai querer dar palpite em tudo, até na cor da sua licha de unha?
Eles acham que podem controlar tudo, o que fazemos, o que comemos, o que compramos e o que falamos. Um dos maiores problemas nos relacionamentos modernos, isso porque as mulheres inteligentes e bem sucedidas, na maioria das vezes, não aceitam obedecer simplesmente. O que é, para muitos casais, uma situação impossível de ser sustentada.
Além disso ainda tem a cobrança da família. Lógico, como assim Luana, você prefere ter razão que ser feliz?Aí eu pergunto, alguém consegue ser feliz se anulando? Talvez a felicidade pra uma mulher hipermoderna seja muito mais difícil de ser alcançada que se imagina. Isso porque se por um lado há um sonho romântico de um casamento socialmente aceitável. Por outro lado sua mãe buzina no seu ouvido. "Você tem que ser independente minina". "Mas como mãe? É pra casar ou ser independente? Sim, porque casar implica em dividir a vida, e não dá pra ser independente dividindo a vida com alguém".
Aí bate a dúvida, medo da solidão, medo de ficar pra tia. Bom, mas ficar pra tia nem é uma idéia assim tão ruim depois que um babaca qualquer te fez perder toda a vontade de ter uma vida com alguém. Sobra então a independência, a tão sonhada independência. A razão que veio para nós em forma de um sutiã queimado. Mas Daí vem a chuva e apaga o fogo, te traz a realidade, como já dizia Chico Buarque, "...ta na hora de arrumar namorado pra casar e casamento pra sofrer". Isso ecoa de um jeito cruel, como se não houvesse nenhuma escolha para a infelicidade. Estamos fadadas então à escolha entre a solidão e a falta de opinião, uma coisa anula a outra e não tem como escapar. Tem como escapar?
Está chovendo lá fora e está chovendo aqui dentro, uma confusão na cabeça e o desgosto de ter razão sozinha. Chove quando faz um calor de dentro pra fora, já dizia Tabinha...
